
10 nov o que é melasma
Você sabe o que é melasma?
É difícil encontrar uma mulher que não tenha – ou pelo menos conheça alguém – com manchas na pele, mais conhecidas como melasma. Nesse mês, vamos abordar profundamente o assunto aqui no blog, tirar todas as dúvidas e mostrar que existem diversos tratamentos eficazes que podem resolver/amenizar o problema.
O melasma é uma hiperpigmentação da pele, decorrente da deposição aumentada de melanina, proteína que garante a coloração da derme e evita os danos da radiação ultravioleta no DNA. É caracterizado por manchas em tons marrom com limites bem demarcados, mas de formato irregular.
Aparece com maior frequência no rosto, atingindo bochechas, testa e buço, mas também pode surgir em áreas como colo e braços.
CAUSAS DO MELASMA
O quadro tem grande influência da exposição ao calor (mormaço) e do sol em excesso. Um bom exemplo são as pacientes que observam piora do melasma, mesmo utilizando filtro solar e chapéu durante o verão.
Vale lembrar que o problema também pode aparecer no período da gestação, ou devido ao uso prolongado de anticoncepcionais, doenças da tireoide, determinados cosméticos e até mesmo por conta de pré-disposição genética.
O melasma é mais frequente nas mulheres em fase reprodutiva, entre 20 e 50 anos, do que nos homens (apenas 10% são afetados), é raro manifestar-se antes da puberdade.
São mais vulneráveis as pessoas de pele morena em tons mais escuros, como as africanas, as afrodescendentes, as de ascendência árabe, as asiáticas e as hispânicas que, por natureza, produzem mais melanina, uma vez que possuem melanócitos mais ativos.
TIPOS DE MELASMA
Tomando como base a distribuição de melanina na mancha escurecida, o melasma pode ser classificado nos seguintes tipos:
• Epidérmico – o depósito de melanina concentra-se na epiderme, camada protetora e superficial da pele, em contato direto com o mundo exterior.
• Dérmico – a mancha de melanina atinge a derme, camada intermediária da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme, e composta por diversos tecidos com diferentes funções. Por exemplo, vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas, além de terminações nervosas.
• Misto – quando o depósito de melanina afeta tanto a derme quanto a epiderme.
Uma outra questão muito importante é que a formação do melasma exerce impacto negativo sobre a autoestima e a qualidade de vida das portadoras do transtorno. Não é incomum o aspecto antiestético das lesões servir de entrave para os relacionamentos sociais e afetivos.
A alteração na aparência da pele chega a interferir no desempenho profissional e a pessoa acaba se afastando dos ambientes que antes frequentava e fugindo dos amigos.
Atualmente, ainda não existe cura para o melasma, porém, há diversas opções de controle, seja com soluções de produtos para uso em casa, assim como tratamentos em consultório. No entanto, a melhor maneira de evitar o problema é apostar na prevenção.
PRECAUÇÕES
Por isso, use sempre filtro solar todos os dias e lembre da reaplicação a cada duas horas, mesmo que o dia esteja nublado. Isso porque luzes artificiais, assim como as de computadores e celulares, também prejudicam a pele e podem favorecer ao aparecimento do melasma.
Também evite a exposição excessiva ao sol e ao calor. Uma outra dica é resfriar a pele sempre que necessário, aplicando, por exemplo, água termal, uma ótima alternativa. É muito importante também utilizar proteções físicas, como chapéu e guarda-sol.
Existem também comprimidos antioxidantes à base de polypodium leucotomos ou picnogenol, que podem ser consumidos regularmente, de acordo com a indicação do seu dermatologista. Eles ajudam a prevenir os efeitos danosos de radicais livres sobre as células da pele.
CONCLUSÃO
Conforme vimos, o melasma é um problema bastante comum, que não tem cura, porém, não representa também uma condição grave para aqueles que possuem a doença. Pode ser prevenido e controlado, de acordo com o perfil e extensão das manchas no corpo. Converse com o seu dermatologista regularmente sobre o assunto e cuide da saúde da sua pele!
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